Mercado imobiliário fecha 2025 com recordes, impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida
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O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com um desempenho histórico — mesmo diante de um cenário desafiador, com crédito mais caro e taxa básica de juros em 15% ao ano.
Apesar das condições financeiras mais restritivas, o setor manteve ritmo forte de lançamentos e vendas ao longo de todo o ano, demonstrando resiliência e alta demanda por moradia no país.
Os números que marcaram 2025
De acordo com dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor registrou:
453.005 unidades residenciais lançadas em 2025 (crescimento de 10,6% em relação a 2024);
426.260 imóveis vendidos (alta de 5,4%).
Em termos financeiros:
Valor Geral de Lançamentos (VGL): R$ 292,3 bilhões;
Valor Geral de Vendas (VGV): R$ 264,2 bilhões
O estoque de imóveis disponíveis também cresceu 8% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, encerrando o ano com 347.013 unidades disponíveis para comercialização.
O período entre outubro e dezembro consolidou o desempenho positivo do setor:
133.811 unidades lançadas (alta de 18,6% sobre o trimestre anterior);
109.439 imóveis vendidos;
VGV trimestral de R$ 67,2 bilhões.
Na média, foram vendidos 1.215 imóveis novos por dia no Brasil — sendo 312 apenas na cidade de São Paulo.
Os números reforçam a força estrutural do mercado, mesmo em um ambiente de juros elevados.
Minha Casa, Minha Vida lidera crescimento
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) teve papel decisivo no resultado do ano.
Em 2025:
224.842 unidades foram lançadas dentro do programa (alta de 13,5%);
196.876 unidades foram vendidas (crescimento de 15,9%).
No quarto trimestre, o MCMV respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas, consolidando-se como o principal motor do mercado imobiliário brasileiro.
Os recursos do FGTS também bateram recorde, com desembolsos de R$ 142,3 bilhões em 2025 — ficando abaixo apenas da previsão para 2026, estimada em R$ 160,5 bilhões.
Regionalmente, o impacto foi ainda mais expressivo no Sudeste (55% das vendas no trimestre) e no Norte (56%).
No ritmo atual de comercialização, o estoque do MCMV seria absorvido em aproximadamente 7,9 meses, caso não houvesse novos lançamentos.
Intenção de compra segue elevada
Pesquisa apresentada pela CBIC indica que 50% dos entrevistados pretendem adquirir um imóvel nos próximos dois anos.
Entre os interessados:
37% ainda não iniciaram a busca;
8% já pesquisam opções online;
5% visitam imóveis presencialmente.
O tipo mais desejado é apartamento (48%), seguido por:
Casa em rua (34%);
Casa em condomínio (15%);
Terreno (3%).
Os principais motivos citados incluem sair do aluguel, conquistar mais espaço e independência ou deixar a casa dos pais.
O que esperar para 2026?
Mesmo com a taxa de juros no maior patamar em duas décadas, a expectativa é de início do ciclo de cortes a partir de março, o que pode reduzir o custo do financiamento imobiliário.
Além disso, a meta do governo federal de contratar 3 milhões de unidades no Minha Casa, Minha Vida até o fim de 2026 reforça a perspectiva de manutenção de um ritmo elevado de lançamentos e vendas.
Se o cenário de queda dos juros se confirmar, 2026 pode começar com condições ainda mais favoráveis para compradores, investidores e incorporadoras.
O que isso nos mostra:
O mercado imobiliário brasileiro demonstra força estrutural, mesmo em cenários econômicos desafiadores. Para investidores e compradores, o momento exige análise estratégica, planejamento financeiro e segurança jurídica.
É justamente nesse contexto que contar com uma assessoria especializada faz toda a diferença.
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